HOMEM QUE ATROPELOU E MATOU CACHORRO EM BAURU É IDENTIFICADO

09/10/2017 - 09:21

"A minha casa ficou mais triste". O desabafo é da dona do Pequeno, um cachorro sem raça definida que morreu após ter sido atropelado por um carro no mês passado, no bairro Pousada da Esperança 1, em Bauru. Só que a Polícia Civil conseguiu identificar o motorista, que fugiu do local do acidente sem prestar socorro ao animal.

O autônomo (a identidade não foi revelada pela polícia), de 24 anos, já era procurado pela Justiça por não pagar pensão alimentícia e acabou preso. Entretanto, um termo circunstanciado foi registrado e encaminhado ao Judiciário local para aplicação das penas cabíveis por conta da morte do cachorro, informou Dinair José da Silva, delegado titular de crimes ambientais da Central de Polícia Judiciária.
 
O atropelamento ocorreu no dia 16 de setembro. Dinair explica que, depois do registro da ocorrência, o Setor de Investigações Gerais realizou diligências e analisou imagens captadas por câmeras de monitoramento da via pública, chegando até o proprietário do Ford Verona conduzido pelo acusado.
 
"O rapaz, que já tem passagens por roubo, confessou o crime de omissão de socorro. Segundo testemunhas, o condutor andava em alta velocidade no momento do acidente. O rapaz disse que não parou o carro porque pensou que o cachorro estivesse bem, mas tudo indica que ele seguiu o trajeto em razão de estar com a CNH suspensa", destaca o delegado.
 
LEIS BRANDAS
 
A legislação atual impõe pena de detenção de três meses a um ano para crimes de maus-tratos a animais, que, geralmente, são revertidas em prestação de serviços à comunidade. O tempo pode ser ampliado em até um terço caso o bicho morra. "A omissão de socorro acaba sendo mais grave do que o atropelamento. Porém, é a Justiça quem determinará a pena", diz Dinair.
 
Em casos de atropelamento, ele orienta que o socorro deve ser prestado imediatamente. "A própria pessoa pode levar o animal para um veterinário ou acionar alguma ONG, o Centro de Zoonoses e até mesmo a polícia, para evitar confusão causada por revolta dos populares".
 
A Polícia Civil pede para que a população colabore fazendo a denúncia de maus-tratos por meio do telefone 197. O anonimato é garantido.
 
'Dormia comigo'
 
A dona do Pequeno, que preferiu não se identificar, conta que o cão, sem raça definida, foi abandonado há cinco anos em frente à sua loja. "Ele era filhote e pesava 520 gramas. Passei a cuidar dele. Era um cachorro muito esperto e dócil. Dormia comigo na minha cama", conta a mulher, que cuida de mais nove cachorros que foram deixados na rua.
 
"O rapaz passou por cima do Pequeno como se fosse um pedaço de papel qualquer, sem diminuir a velocidade e sem parar pro socorro. Foi uma morte muito triste e dolorosa", lamenta.
 
JCNET.

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