APÓS NOVE MESES DE INVESTIGAÇÃO, POLÍCIA CIVIL CUMPRE MANDADOS EM SÃO PAULO E IDENTIFICA ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA LIGADA A FURTO MILIONÁRIO DE JOALHERIA EM JAÚ

22/12/2025 - 10:44

 Após cerca de nove meses de investigações, a Polícia Civil avançou na apuração do furto a uma joalheria ocorrido em março deste ano, em Jaú. Nesta semana, equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Central de Polícia Judiciária de Jaú estiveram na Zona Leste da capital paulista, onde cumpriram mandados de busca relacionados ao caso. De acordo com o delegado Rodrigo Berbert, titular da DIG de Jaú, as diligências permitiram identificar uma associação criminosa envolvida no crime. Ainda segundo o delegado, nesta primeira fase da operação não houve prisões. As investigações seguem em andamento, novas etapas não estão descartadas e eventuais prisões poderão ocorrer após a conclusão da análise do material apreendido.

O delegado explicou que o caso foi inicialmente tratado como furto, o que impossibilitou, naquele momento, a solicitação de mandados de prisão. Com o avanço das diligências, o inquérito será concluído com novos enquadramentos, incluindo associação criminosa e lavagem de dinheiro. Rodrigo Berbert afirmou que as investigações apontaram que os suspeitos estiveram em Jaú dias antes do crime para mapear a área. Na execução, o grupo quebrou muros e paredes de três estabelecimentos comerciais vizinhos até alcançar a joalheria, de onde foram subtraídas joias e uma arma de fogo pertencente ao proprietário.

Segundo o delegado, a apuração não se baseou apenas em imagens de câmeras de segurança. Ele destacou que os autores agiram encapuzados e com luvas, justamente para evitar a identificação e a coleta de impressões digitais. Outros meios de investigação foram empregados, como o cruzamento de dados e a análise de informações obtidas ao longo da apuração.

O delegado também revelou que, durante buscas realizadas na Zona Leste, um dos investigados foi encontrado vestindo uma camiseta com emblemas da Polícia Civil do Estado de São Paulo. No imóvel, ainda foram localizados outra camiseta com os mesmos símbolos e um simulacro de arma de fogo. Os celulares apreendidos tiveram a perícia autorizada pela Justiça e devem auxiliar na comprovação da presença dos investigados em Jaú no período do crime, além do repasse das joias logo após o furto.

Ainda conforme informado pelo delegado, outro integrante do grupo realizou um financiamento fraudulento de um veículo utilizado pela associação criminosa para o deslocamento entre São Paulo e Jaú. Após o crime, ele chegou a registrar um boletim de ocorrência alegando ter sido vítima de fraude, versão que foi descartada durante a investigação. O investigado deverá responder, além dos crimes relacionados à associação criminosa, por falsa comunicação de crime.

O delegado Rodrigo Berbert ainda destacou o trabalho dos policiais civis envolvidos ao longo dos nove meses de apuração, ressaltando a dedicação da equipe na elucidação do caso.

➡️Relembre o caso
Uma joalheria foi furtada entre a noite de domingo (16) e a madrugada de segunda-feira (17 de março), em Jaú. O crime só foi percebido pelo proprietário na manhã seguinte, ao chegar para trabalhar. Segundo as investigações, os criminosos acessaram o quarteirão pelo estacionamento de uma loja de departamentos e quebraram muros e paredes de outros três estabelecimentos até chegar à joalheria. O sistema de monitoramento foi destruído durante a ação, inviabilizando o uso das imagens de segurança.
 
O prejuízo inicial foi estimado como milionário, e o caso foi encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que assumiu as investigações.

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