POLÍCIA ESCLARECE DESAPARECIMENTO, CONFIRMA HOMICÍDIO DE MOTORISTA DO SAMU E PRENDE SUSPEITO QUE CONFESSOU O CRIME

05/01/2026 - 11:11

A Polícia Civil esclareceu, na madrugada desta quinta-feira (1º de janeiro), o desaparecimento do motorista do SAMU Nilson Oliveira Silva, de 52 anos, morador do distrito de Potunduva, em Jaú. O caso, inicialmente tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio após o avanço das apurações. Um suspeito foi preso e confessou o crime.
Nilson estava desaparecido desde o dia 19 de dezembro. À época, o sumiço gerou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho, com ampla mobilização nas redes sociais. Desde o início, no entanto, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú identificou que a conduta da vítima não era compatível com um desaparecimento voluntário, o que levou à intensificação das investigações.
A apuração apontou que Nilson esteve na casa de um sócio, que passou a ser investigado. Com autorização do Poder Judiciário, policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão no imóvel na última sexta-feira (26). No local, foram encontrados diversos vestígios de uma luta corporal, como manchas de sangue no chão, paredes, sofá, almofadas e em uma faca, que teria sido utilizada no crime. Todo o material foi apreendido e encaminhado para perícia técnica, incluindo exames genéticos para confirmação de que o sangue é da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e provas testemunhais já indicavam que Nilson havia entrado no condomínio onde mora o investigado. As informações foram mantidas em sigilo para não comprometer o andamento da investigação.
Na madrugada do dia 1º, por meio de sistemas de inteligência da Polícia Civil, as equipes tomaram conhecimento de que o investigado retornaria a Jaú. Policiais da DIG permaneceram em diligência durante toda a virada do ano e conseguiram capturá-lo. Ele foi preso, informado de seus direitos e confessou informalmente o crime, indicando o local onde havia ocultado o corpo.
O corpo de Nilson foi localizado em uma área de mata e canavial. A perícia também constatou indícios de que o corpo teria sido incendiado. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames irão determinar a causa da morte, as lesões existentes e se o fogo foi ateado antes ou depois do óbito — informação que pode agravar a tipificação do crime.
Segundo a polícia, o crime teria ocorrido após uma discussão entre vítima e investigado, que se acalorou e evoluiu para agressões físicas mútuas. Durante o confronto, o suspeito teria utilizado uma faca.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, sob o comando do delegado titular Rodrigo Berbert. Segundo a Polícia Civil, o trabalho não se encerra com a prisão do autor. As apurações continuam para esclarecer se o crime foi cometido com a participação de terceiros ou se outras pessoas tinham conhecimento do ocorrido.
Apesar da tragédia, o esclarecimento do caso encerra a angústia da família quanto ao paradeiro da vítima. A equipe segue finalizando os procedimentos burocráticos e destacou o empenho dos policiais civis, que atuaram ininterruptamente durante o feriado de Ano Novo.
O sepultamento de Nilson Oliveira Silva ocorreu na tarde de quinta-feira, no Cemitério Ana Rosa de Paula, em Jaú.

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